domingo, 26 de dezembro de 2010

Uma poesia pra um amigo...

Giovani,
não há palavra que rime com teu nome não
porque tu é muito... mongolão,

teus olhos são tão azuis quanto o céu,
e combina, porque tu mora longe pra dedéu
e eu sei, você dança o créu
escondido da tua irmã, que gosta de comer pastel.

Tu tem cara de maconheiro,
daqueles que fumam o dia inteiro,
mas tu é meu amigo,
gasto o meu sábado contigo
por falta de opção.

E eu sei que tu não gosta de pegar onda,
mas tua cara não nega,
tu ouve bonde da Stronda.

Tu me diz que mora na roça,
e eu sei que é verdade.
Tu passa o dia puxando carroça
nos caminhos da... humanidade.


Giovani,
que vem no MSN me perturbar,
no Orkut me atazanar e
no Forms comigo acabar.
Me diga, você quer me matar?

Eu podia a vida inteira falar
sobre sua vida de infortúnio
mas acontece que o meu primo Júnio
tá me chamando aqui no celular.

(Olha o que vc me fez fazer: coloquei errado o nome do meu primo, pra melhor poder escrever.)



Eu me cansei de rimar,
não quero mais falar,
porque eu perdi a paciência
com toda essa demência.
Isso me fez lembrar a palavra ausência
que rima muito bem com essa estrofe.
Agora eu estraguei a porra toda,
como quem estraga um delicioso... estrogonoffe.

E eu termino essa poesia
comentando um fato:
num impensado e insano ato
uma nova palavra foi inventada:
Mocóbaito, para ele
Mocóbica, para ela.

Sem mais declarações.




(medonho isso)



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